domingo, dezembro 07, 2008


BLOG CODEC


Com este Blog,
pretendemos ser uma voz partilhada contra a indiferença e um grito ponderado a favor da diferença. Das diferenças pessoais e culturais nasce a luz, a compreensão e a riqueza. Não estamos a falar de dinheiro ou de bens materiais, mas da construção de um mundo melhor, mais digno e humano, nem que seja apenas o nosso pequeno mundo.São autores deste Blog várias pessoas que apostaram nestes ideais e que estão a desenvolver uma investigação sobre a(s) Identidade(s) e as Diferenças.Vamos publicando aqui as nossas conclusões, ideias e opiniões.Contamos também com a vossa participação.Participem e partilhem as vossas ideias connosco.
Sejam Bem-vindos!

Ku es blog,
no misti sedu voz di djintis kontra indiferença i un grito a favor di diferença.I di diferença di djintis i di kultura ki ta nansi luz, comprienson i riqueza. No ka na papia di dinhero ou di kusas material, ma di construçon di un mundu mindjor, mas dignu i humanu, nin si na sedo son no mundu piquininu.Djintis ki kumpu es blog i djintis qui aposta nes ideias i ki sta na fazi un investigaçon pa Identidade i Diferença. No na escribi li no ideia i no oipinion.No na konta ku bô participaçon.Bim participa i bim kontano ke ki bo ta pensa!
Sedu Benvindo!!!

With this Blog ,
we aim to stop with indifference and claim for the benefits of difference(s).Personal and cultural differences make light understandings and wealth emerge. This is not about money or material things. It's about making our little world a better one: more human, united and dignified.This blog's authors defend these ideals and they are developing an investigation about Identity and the Differences.We will publish our conclusions, ideas and opinions here.We count with your participation.Share you opinion(s) with us.
Be welcome!
ENTRECULTURAS 3ª EDIÇÃO
2008/ 2009



Em Maio 2009 contamos com mais uma Edição do Entreculturas, no Agrupamento de Santo António do Barreiro.
Tudo dependerá de nós e da nossa iniciativa.Convidamos toda a Comunidade Educativa para a grande Festa da Celebração da Diferença.
Venham connosco!
Aceitamos sugestões!

Prof. Luís Manuel Mourinha

sábado, dezembro 06, 2008

APRENDIZAGEM PELA EXPERIÊNCIA

ALTERNATIVAS

Falar um bocadinho de mim também não faz mal. Mesmo que seja num Jornal público, as questões privadas até podem interessar a outras pessoas. Afinal de contas, sempre que escrevemos ou falamos, as nossas referências são as nossas próprias vivências, as experiências vividas na primeira pessoa. A avalanca que faz girar o mundo é o Eu, o nosso eu, se for partilhado e/ ou vivenciado.
Não fiquem preocupados. Não vou contar a estória da minha vida, pois, afinal de contas sou apenas um Professor a tentar ser profissional, o melhor possível, dentro de todos os condicionalismos que hoje em dia são mais do que conhecidos.
No passado fim-de-semana estive em Formação. Mais uma das formações que nós, os Professores, fazemos, umas vezes por opção e gosto pessoal, outras por obrigação, em nome da carreira e da progressão. Desta vez foi por opção! A opção paga-se com fins-de-semana e com dinheiro, que se contabiliza em Euros.
A Presseley Ridgge, empresa americana está a expandir-se em Portugal com um conceito muito interessante: a Aprendizagem Vivencial. Não é um conceito novo em Portugal nem na Pedagogia conhecida. Tem origem e muitas semelhanças com as metodologias de Dewey, que resultaram em técnicas de trabalho de Projecto e em perspectivas que apostam no saber-fazer, vivenciado e construído pelo próprio aprendente. Aprende-se a partir do que se sabe e constrói-se saber, aprendendo. Aposta-se na investigação e na interacção.
A Aprendizagem vivencial, entre outras dimensões, dirige-se a um saber ser e estar que hoje em dia faz sentido nas Escolas portuguesas. Já lá vai o tempo em que o Professor apenas tinha como tarefa o saber-saber. Era o saber das matérias, dos conteúdos, que vulgarmente se designava por instrução. Hoje as Escolas têm de responder e corresponder a desafios mais exigentes, que se prendem com os domínios da educação, ou seja, com a aprendizagem do ser e do estar com os outros. A indisciplina é um facto e as famílias já não conseguem resolver estas questões, que agora foram devolvidas às Escolas. E esse é o maior dos Problemas. Diariamente os profissionais da educação se debatem com um difícil dilema: desculpar para integrar ou ser rígido e inflexível?
Mas, a Aprendizagem vivencial é muito mais do que isto e na sua essência poderia ser um referencial pedagógico e civilizacional. Este modelo posta na Formação de Adultos para que eles possam responder aos novos desafios. São os desafios da diferença cultural, da comunicação e da liderança, entre outros. Os Psicólogos e os Professores são os principais destinatários. Através de dinâmicas e de simples jogos aprende-se fazendo, digo, experimentando estratégias de comunicação, para melhor corresponder às dinâmicas muitas vezes incompreensíveis dos grupos de risco e das nossas Turmas em vias de risco permanente.
Ao contrário do que se diz, penso que o mal não está nas pedagogias, mas na escolha das melhores pedagogias. Uma pedagogia que olha as pessoas de frente que as ouve e que as põe a funcionar a partir de si próprias é a única que faz sentido. O sentido é tudo com o qual nos identificamos. E só aprendizagem efectiva quando as matérias e as estratégias fazem sentido. Porque será que muito jovens não se identificam com a Escola (digo, ensino) que frequentam? Qual o sentido daquilo que aprendem?
Para mim, fez muito sentido esta Formação em Aprendizagem Vivencial, que pode ser uma boa alternativa. Por isso recomendo e deixo aqui algumas referências electrónicas:

http://www.pressleyridge.org/

http://outform.org/outschool/OutSchool_Geral/OutSchool.html

in Jornal Margem Sul
Barreiro

Luís Manuel Mourinha